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Convite digital: tradução automática sem erros

Cuidado com o tradutor no teu convite digital: nomes, horas e alcunhas de família mudam de sentido. Vê o que rever antes de enviar o link

Send The Joy · 9 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Telemóvel sobre uma toalha de linho a mostrar um convite digital aberto, ao lado de uma lista escrita à mão.
Cuidado com o tradutor no teu convite digital: nomes, horas e alcunhas de família mudam de sentido. Vê o que rever antes de enviar o link

É meia-noite e estás a acabar o convite digital do casamento. Passas os textos pelo tradutor, carregas em publicar e no dia seguinte a tua tia responde: «Quem é o Tuesday?». Ela leu «Ana and Tuesday» onde devia estar «Ana e Martí». É o resultado mais comum da tradução automática num convite digital em dois idiomas, e resolve-se numa revisão de vinte minutos. Podes escolher um design no catálogo, montar as duas versões no mesmo link e enviá-lo hoje mesmo.

O tradutor não é o problema. Publicar sem ler o que ele escreveu é que é. Aqui tens o que verificar, pela ordem que faz diferença.

O erro número um da tradução automática: nomes próprios

Antes de mexer em frases, olha para os nomes. É onde a máquina erra mais e onde o resultado salta mais à vista: o convidado lê o nome de outra pessoa no convite e fica sem saber de quem se trata.

  • Nomes de pessoas não se traduzem. Se a versão inglesa diz «Ana and Tuesday», foi o tradutor a decidir que Martí era uma terça-feira.
  • O nome do lugar também escorrega: «Quinta da Alameda» não passa a «Alameda Farm». Quem lê isso não sabe se é um sítio ou uma descrição.
  • Alcunhas e diminutivos de família não têm equivalente. «A avó Milu» e «os primos de Aveiro» ficam tal e qual na versão traduzida, sem explicação para quem não os conhece.
  • Escreve os nomes à mão na versão traduzida, um a um. É o único campo onde não vale aceitar a sugestão automática.

Convite digital: revisão cena a cena, nos dois idiomas

Os textos de um convite digital não vivem todos na portada. Cada cena tem campos próprios — rótulo, nomes, data, frase e lugar — e cada campo pode ter uma versão por idioma. Ver a capa não chega.

O editor mostra um contador de caracteres, o que ajuda quando a tradução é mais longa do que o original: «Save the date» ocupa menos do que «Guarda a data», e há línguas que esticam ainda mais. Se um rótulo ficar sem texto num dos idiomas, o convidado vê um buraco a meio da cena. Repete a ronda em cada cena, não só na primeira.

Telemóvel sobre uma toalha de linho a mostrar um convite digital aberto, ao lado de uma lista escrita à mão.
Cuidado com o tradutor no teu convite digital: nomes, horas e alcunhas de família mudam de sentido. Vê o que rever antes de enviar o link

A tradução automática escreve por ti. Ler em voz alta é a parte que só tu podes fazer.

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Datas, horas e endereços: onde a tradução automática falha mais

19:30 não precisa de tradução. «7:30 pm» precisa, e confunde quem lê em português, por isso escolhe um formato de hora e mantém-no nas duas versões. O código de vestuário é um campo à parte: «traje escuro» não se lê como «dark suit» fora de contexto, enquanto «formal» passa bem em quase toda a Europa. No endereço, traduz só o que tem tradução real: «Carrer de la Pau» fica como está, para o motorista chegar, e o link do mapa não se toca. Antes de publicar, lê apenas a versão traduzida, de cima a baixo e em voz alta. Se num ponto não distingues se é a cerimónia ou o brinde, essa frase precisa de outra volta. E se encontrares uma gralha depois de enviar, editas no mesmo link: os convidados veem a versão corrigida sem receberem nada de novo. Escolhe o design, escreve os dois idiomas e envia.

Escrito por

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