Casamentos
O primeiro brinde é o convite
Antes da mesa e do ramo, brinda-se com a mensagem que enviam. Escrevam como falam e deixem que a ligação peça uma resposta.
Send The Joy · 29 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

Há um brinde que acontece dias ou semanas antes do casamento, e não leva copo. Acontece quando alguém abre a ligação no sofá e lê, em voz baixa, o que escreveram. Se o texto é correcto e frio, brinda-se por educação. Se soa a vocês, brinda-se a sério.
A maioria dos convites pede que se olhe. Muito poucos pedem que se responda. Um RSVP escondido no fim, em letra pequena, não é um brinde: é um formulário. O fecho pode ser uma frase vossa, a mesma com que convidariam para jantar.
O brinde não espera o jantar
Leiam a mensagem de envio e o texto do convite como se fossem a mesma conversa. Se a mensagem diz uma coisa e o convite outra, há dois casamentos. Escolham uma voz e mantenham-na na mensagem, na capa e nos pormenores.
- Uma só voz na mensagem, na capa e nos pormenores
- A data dita como a diriam
- Um pormenor concreto, não um adjectivo
- Um fecho que peça resposta
Escrevam como falam
A data entende-se melhor dita do que cifrada. «Sábado, 12 de junho, à uma» fica. «12/06, 13:00» consulta-se. Podem pôr as duas: a dita em cima, a exacta em baixo.
Contem uma coisa concreta da festa, não um adjectivo. Não «uma noite mágica». Sim «jantamos no pátio, e se arrefecer há mantas». É esse tipo de frase que se reencaminha.

O convite é o primeiro brinde. Se só pede que se olhe, ainda não se brindou.
Um fecho que peça alguma coisa
Quando tiverem o texto, enviem-no primeiro a duas pessoas que vos digam a verdade. Se as duas responderem com mais do que «que bonito», o brinde está servido.



