Casamentos
Etiqueta de segundo casamento: nem repetição nem desculpa
Já casaram uma vez e a segunda boda não é uma repetição: é uma decisão. Como anunciar, quem convidar e o que escrever no convite.
Send The Joy · 7 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

A lista está aberta no portátil e há uma linha que vocês ainda não riscaram: os pais dele. Estiveram na primeira boda, sentaram-se na mesa da frente e agora recebem o convite da segunda. Vocês escrevem "vamos casar outra vez", apagam. Escrevem "casamos de novo", apagam também. Toda a etiqueta de segundo casamento caberia aqui, em três linhas, e nenhuma delas parece certa.
Não é uma repetição. É uma decisão nova, tomada por duas pessoas que já não são as mesmas de então. O convite tem de dizer isso: sem pedir desculpa, sem copiar o texto enviado da primeira vez e sem tratar a segunda boda como uma versão corrigida da anterior.
Etiqueta de segundo casamento: anuncia-se, não se pede desculpa
Não existe tamanho certo. Se a primeira teve 150 convidados e esta é um jantar de 40, o problema não é o número — é repetir o texto antigo e mudar só a data. Escrevam "voltamos a casar" antes de "casamos outra vez": a primeira frase conta uma decisão, a segunda soa a segunda parte. E se houve um divórcio pelo meio, o convite não é o lugar para o explicar. Uma frase serena — "vamos casar de novo e gostaríamos muito que estivessem lá" — resolve mais do que três parágrafos de contexto.
- Convidar os ex-sogros é a dúvida que mais volta: se mantêm contacto, mesa e nome na lista; se não mantêm, não se convida e não se explica em lugar nenhum.
- Se a primeira boda foi há menos de dois anos, avisem de viva voz quem lá esteve antes de o link seguir. Ninguém quer descobrir isso por um grupo de WhatsApp.
- Os filhos de qualquer um dos dois não são "acompanhantes": se vão ao jantar, aparecem pelo nome no texto do convite, não numa nota ao fim.
- Os nomes decidem-se antes do design. Riscar depois de enviar dá mais trabalho do que pensar duas vezes à mesa da cozinha.
Código de vestimenta num segundo casamento: escreve-se, não se adivinha
Usem palavras que toda a gente entende: "formal" e "traje de festa" funcionam. "Elegante desportivo" só gera dúvidas e mensagens à noiva na semana anterior. E o branco inteiro continua a ser de quem se casa: se ela repete o vestido, os convidados ficam mais à vontade em cru, areia ou marfim do que em branco.
Se a cerimónia é de manhã e o jantar é à noite, separem as duas coisas em duas linhas, cada uma com a sua hora. As pessoas vestem-se pela hora que lá está, não pela memória da vossa primeira boda.

A segunda boda não se explica: anuncia-se. Quem se senta à mesa não vem comparar, vem celebrar.
Presentes: uma linha fecha o assunto melhor do que um parágrafo
Escrevam "se quiserem oferecer algo, digam e combinamos". Curto, claro e sem inventário. Não expliquem por que razão não há lista de presentes: o convite não é um currículo de decisões pessoais. E se alguém importante da primeira boda já não está, isso conta-se em pessoa, à mesa, nunca na capa do convite.
Um link faz o que um envelope não faz
As confirmações chegam dentro do próprio convite, numa lista ordenada, e vocês não andam a perseguir respostas. O formulário pode ter as perguntas que fizerem sentido para vocês. Se há família fora, o conteúdo configura-se em português, espanhol, inglês, francês, italiano, catalão ou alemão, com as mesmas fotografias e a mesma data. E ninguém precisa de instalar nada: abre o link no navegador e responde.
Escrevam o convite como o que ele é: uma decisão nova, não uma cópia corrigida da primeira. Podem montá-lo com os vossos nomes, a vossa data e as vossas fotografias, e ver como fica antes de o enviar a alguém.



