Casamentos
Etiqueta de convites de casamento: tu ou você em 2026
Decide se o convite trata por tu, por você ou por senhor e senhora, e mantém essa linha do início ao fim. Aqui ficam as regras de etiqueta que ainda contam em 2026.
Send The Joy · 5 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Estás à mesa da cozinha com o computador à frente. Na capa escreveste «Casamo-nos a 12 de setembro». Chegas ao fecho e sai-te «Temos a honra de convidar para a nossa celebração». Relês as duas frases e parece que foram escritas por pessoas diferentes. Fechas o computador e vais dormir com a dúvida. É o problema clássico da etiqueta de convites de casamento: dois tratamentos no mesmo texto.
Não se resolve com um manual antigo. Resolve-se com uma decisão simples: escolher um registo — tu, você, senhor e senhora — e mantê-lo do primeiro ao último parágrafo. O resto é arrumar dados.
Etiqueta de convites de casamento: um só registo do início ao fim
O erro mais comum é começar informal e acabar formal, ou o contrário. A capa trata por tu, o fecho trata por senhor. O convidado deixa de saber se está a ler um convite de festa ou um comunicado. Escolhe uma linha e verifica-a frase a frase, sem exceções.
- Se a capa diz «Casamo-nos», o fecho não pode dizer «Temos a honra de convidar-vos». Uma das duas frases fica.
- Amigos, primos e colegas: tu, em Portugal; você, no Brasil. Família política, chefes e convidados dos teus pais: senhor e senhora, com apelido.
- Se os dois mundos cabem no mesmo convite, guarda o tratamento formal para o bloco de dados — data, hora, local — e usa o informal nas cenas com texto teu. Nunca na mesma frase.
- Em dúvida, vai ver como te trataram no último casamento a que foste. Esse é o registo que os teus convidados vão reconhecer como normal.
O rótulo da capa decide o tratamento
O rótulo é a primeira frase que aparece e marca o tom de tudo o que vem depois. «O nosso casamento» é neutro e funciona com qualquer lista de convidados. «Casamo-nos» já está a tratar por tu, mesmo antes de o convidado perceber quem escreveu.
Como não há envelopes separados, também não há saudação à medida. Escreves uma vez e todos leem o mesmo. Isso obriga-te a escolher o tratamento que funciona com o conjunto, e não com a tua prima favorita.

Não existe convite frio nem convite demasiado informal: existe convite coerente. Se ninguém tiver de perguntar como vos deve tratar, a etiqueta já fez o trabalho.
Nomes, apelidos e o que sai da capa
O habitual é nome e apelido, sem mais nada. Os apelidos completos só entram se houver homónimos na família ou se for isso que vocês querem. Títulos fora: nada de «Exmo.», «Sr.» ou «D.». Se quiseres formalidade, ela vive na frase, não no nome. E se são os pais a convidar, ficam numa linha de agradecimento no fim, com o nome completo — não se transformam em anfitriões na capa.
Hora, endereço e dress code: o que evita perguntas
Escreve a hora completa, «20h30», e o endereço exato na mesma página. Meia hora de dúvidas resolve-se com um mapa ali ao lado. O dress code precisa de uma referência concreta: «fato escuro» (terno, no Brasil), «cocktail» ou «arranjado mas confortável» dizem alguma coisa; «elegante» não diz nada. Diz também o que vem depois — jantar sentado ou bar aberto — para o convidado saber se aqueles sapatos aguentam até ao último baile.
O convite é digital, por isso corrigir não custa nada: mudas a hora, o mapa, o dress code ou uma frase e todos veem a versão atualizada ao abrir o mesmo link. Não há reimpressões nem segundos avisos. As confirmações chegam dentro do próprio convite, com as perguntas que configuraste antes de enviar. Escolhe o tom primeiro, escreve os dados depois, e deixa o convite fazer o resto.



