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Convites de casamento em Lisboa: o elétrico 28

Em Lisboa, o casamento não cabe num cartão: montem o convite por cenas, com o elétrico 28 na capa e o RSVP dentro do próprio link.

Send The Joy · 8 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Elétrico 28 amarelo a subir uma rua estreita de Lisboa entre fachadas de azulejo, com um telemóvel na mão desfocado.
Em Lisboa, o casamento não cabe num cartão: montem o convite por cenas, com o elétrico 28 na capa e o RSVP dentro do próprio link.

O elétrico 28 sobe devagar entre prédios de azulejo e vocês percebem ali que a boda não vai caber num cartão com duas linhas. A cerimónia tem uma morada, o jantar tem uma hora, o fim da noite tem um miradouro com vista para o Tejo. Ninguém guarda isto de cor — e à terceira mensagem enviada ao grupo já ninguém sabe qual é a boa.

Um convite de casamento em Lisboa monta-se melhor por cenas do que por parágrafos. Uma página para cada momento, textos curtos, a vossa fotografia em cima e o mapa só onde faz falta. É a diferença entre uma página web e um PDF que se corta quando o ampliam.

Lisboa é a primeira cena

Antes de escreverem uma linha, escolham a imagem que abre o convite. O elétrico 28 amarelo a subir uma rua estreita, numa fotografia vossa de fim de tarde, com os vossos nomes e a data por cima. No editor marcam qual é a foto de capa e podem trocá-la mais tarde sem mexer no resto.

  • A fotografia da capa é vossa: o elétrico 28 amarelo a subir uma rua estreita, com os nomes e a data por cima.
  • Igreja e registo civil são um dado de lugar, não o nome da festa: a cena leva uma frase vossa e, por baixo, a morada e o mapa.
  • Pensem em quem abre o link no aeroporto, com o telemóvel: sem app, sem download e sem PDF que se corta ao ampliar.
  • Se uma imagem não resultar, substitui-se por outra sem tocar nos textos.

Cada momento do dia, uma página

Em vez de um bloco único de texto, dividam o dia em cenas encadeadas. Uma para a cerimónia, uma para a mesa comprida, uma para o último baile. Cada cena leva texto e fotografia, e não precisa de mais do que isso.

Ao todo cabem até 6 fotografias vossas, a de capa e as decorativas, e ficam enquadradas mesmo que as façam na vertical com o telemóvel. A calçada e os azulejos azuis servem de fio visual: se aparecerem em duas cenas, o convite lê-se como uma peça só e não como três mensagens soltas.

A hora muda e ninguém reimprime nada

Se o jantar passa das 20h00 para as 20h30, editam a cena, publicam e o link continua a ser o mesmo: os convidados veem a hora nova. Mudar o mapa, o código de vestimenta ou a frase da capa não obriga a reenviar nada. Quando alguém perguntar a que horas era, a resposta é o mesmo link.

Elétrico 28 amarelo a subir uma rua estreita de Lisboa entre fachadas de azulejo, com um telemóvel na mão desfocado.
Em Lisboa, o casamento não cabe num cartão: montem o convite por cenas, com o elétrico 28 na capa e o RSVP dentro do próprio link.

Um convite que muda com o plano vale mais do que um cartão bonito que ficou desatualizado no dia em que o jantar mudou de sítio.

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O RSVP sai do grupo de WhatsApp

As confirmações chegam dentro do próprio convite, numa lista ordenada: abrem e veem quem disse que sim, em vez de reconstruir respostas de um chat. As perguntas do formulário configuram-se, por isso decidem vocês o que querem saber. E se alguém quiser papel, a saída sensata é o link para todos e umas poucas cópias impressas para quem as vá guardar numa gaveta. Comecem pela capa em modo de teste e desbloqueiem todas as cenas quando publicarem.

Escrito por

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