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Convites de casamento para convidados internacionais

Traduzir para inglês não chega: erros de hora, mapa e RSVP deixam os convidados internacionais fora da festa. Vê como resolver cada um.

Send The Joy · 30 de setembro de 2026 · 3 min de leitura

Telemóvel numa mesa de café em Lisboa com um convite de casamento digital aberto, cartão de embarque e chávena ao lado
Traduzir para inglês não chega: erros de hora, mapa e RSVP deixam os convidados internacionais fora da festa. Vê como resolver cada um.

Ela aterra em Lisboa, liga os dados do telemóvel e abre o convite enquanto espera pela mala. Lê "18:00" e hesita: é a hora daqui ou a de casa? Procura "Quinta do Vale, Sintra" no mapa e o pino cai no meio do nada. Escreve à noiva e só tem resposta à noite, quando já está a caminho do hotel errado.

A maioria dos convites de casamento para convidados internacionais falha no mesmo sítio: parte do princípio de que todos vivem na mesma cidade. Hora, morada, mapa, idioma e a forma de confirmar. Nada disto se resolve com uma tradução automática no fim. Resolve-se a construir o convite a pensar em quem tem de apanhar um avião para lá chegar.

A hora é o primeiro erro dos convites de casamento para convidados internacionais

Se escreves só "18:00", cada convidado faz a conta que pode. Em Londres subtrai uma hora, em São Paulo soma cinco. Escreve "18:00 (hora de Lisboa)" ao lado da hora e do sítio. E põe o mês por letras: 12/10/2025 é outubro para uns e dezembro para outros, mesmo dentro da mesma família. Uma linha resolve o que três mensagens no grupo não resolvem.

  • Hora com a cidade: "18:00 (hora de Lisboa)". O convidado sabe a que horas tem de sair do hotel.
  • Data com o mês escrito: "12 de outubro de 2025". Evita a leitura ao contrário.
  • Textos configurados por idioma: o mesmo link mostra a versão que cada pessoa entende.
  • Frases de cena reescritas, não só os rótulos traduzidos. "Arco de promessas" à letra não diz nada noutra língua.

A morada sem mapa é um convite a perder-se

"Quinta do Vale, Sintra" não chega para quem abre o mapa pela primeira vez. O nome pode estar escrito de outra forma, faltar o código postal ou haver três sítios com o mesmo nome. Mete o mapa ou a ligação dentro da própria cena do sítio, não num email à parte que se perde na caixa de entrada.

E não presumas que se percebe o que é uma quinta com capela ou um pátio interior. Uma fotografia da entrada e uma frase simples — "portão azul, à esquerda das oliveiras" — poupam telefonemas à hora da cerimónia. Quem nunca foi a Portugal não tem como adivinhar.

Telemóvel numa mesa de café em Lisboa com um convite de casamento digital aberto, cartão de embarque e chávena ao lado
Traduzir para inglês não chega: erros de hora, mapa e RSVP deixam os convidados internacionais fora da festa. Vê como resolver cada um.

Uma hora sem cidade, uma morada sem mapa e um RSVP no WhatsApp deixam os convidados internacionais sempre à porta.

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O RSVP por WhatsApp não é um RSVP

Se pedes confirmação por mensagem a pessoas espalhadas por vários países, as respostas misturam-se com áudios, fusos horários e emojis. No convite digital, o RSVP vive dentro da própria página e cai numa lista ordenada. Podes configurar as perguntas do formulário de confirmação à tua medida, e ninguém anda a perseguir respostas por WhatsApp. E se mudares a hora, o sítio ou o mapa depois de enviar, o link continua o mesmo: toda a gente vê a versão atualizada.

Revê o convite como o faria alguém que aterra em Lisboa e abre o link à saída do avião. A hora tem cidade? A morada abre no mapa? Os textos estão no idioma de quem os lê? O RSVP responde-se num toque, sem instalar nada? Se mudares algo depois de enviar, o link continua o mesmo e toda a gente vê a versão nova, sem teres de reenviar nada.

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