Casamentos
Convites de casamento com Bizum: a frase que não é cobrança
Uma frase mal escolhida transforma o convite num pedido de pagamento. Vê como pedir o Bizum com jeitinho, onde o colocar e porque é que o link digital resolve.
Send The Joy · 1 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Sábado, onze da noite, e o grupo do casamento não para de apitar. «Ponho envelope ou faço Bizum?» — já respondeste a isto três vezes, sempre em privado, e a pergunta volta sempre que entra alguém novo no grupo. Os convites de casamento com Bizum só parecem estranhos quando o número aparece ali sozinho, sem uma frase que o explique.
O problema não é o Bizum. É a linha que o acompanha. Bem escrita, transforma um pedido numa atenção. Mal escrita, transforma o convite num recibo.
O Bizum não é uma caixa registadora
Escrever só «Bizum: 6XX XX XX XX» deixa o convidado sem saber se aquilo é obrigatório, se é para o presente ou se é para ajudar no jantar. Ninguém quer adivinhar isso num convite de casamento. A frase vem sempre antes do número: primeiro dizes que o gesto é livre, só depois explicas como se faz. É a diferença entre «tens de» e «se quiseres».
- Nunca na capa. O Bizum não é um título nem um preço.
- O número não vai ao lado da data. Fica no fim, depois de uma frase de carinho, como quem deixa um envelope numa mesa discreta.
- Se alguém perguntar no grupo se leva envelope ou faz Bizum, o convite já responde por ti.
- Lê a frase em voz alta antes de publicar. Se soar a balcão, reescreve.
A frase certa nos convites de casamento com Bizum
Há uma fórmula que funciona: «A tua presença é o presente. Se além disso quiseres ajudar-nos neste começo, o nosso Bizum é [número].» Diz o que é, para que serve e deixa claro que é opcional. Três frases, nenhuma delas parece uma fatura. Se te custar escrever, pensa na frase que dirias à porta de casa a um amigo que insiste em dar algo.
Foge de «Bizum obrigatório», «contribui com a tua parte» ou «valor mínimo». Isso soa a banquete e muda o tom do casamento inteiro. Fecha com um agradecimento simples: «Obrigado por estares connosco neste passo» funciona melhor do que «obrigado pela transferência».

O Bizum não estraga um convite. Estraga-o a frase que o acompanha.
Onde pôr o número (e porque não se mistura com o RSVP)
Reserva o Bizum para uma cena de fecho, depois dos nomes, da data e do sítio — nunca na primeira página que se abre. E separa as coisas: o RSVP é a confirmação de presença, com perguntas como «Poderás acompanhar-nos?» ou «Ficas para o baile?», e vive dentro do convite. O Bizum não entra nesse formulário. Assim não andas a perseguir respostas no WhatsApp e o Bizum fica como gesto livre, não como quota. Chames-lhe Bizum, MB Way ou Pix, a etiqueta é a mesma.
Porque é que o link digital assenta bem ao Bizum
Um convite digital é uma página web só vossa, não um PDF nem uma imagem. Partilha-se com um link, um QR ou uma mensagem, e os convidados abrem e respondem sem instalar nada. Se depois quiseres mudar a frase do Bizum, o número ou a hora, editas no editor do navegador e o link continua o mesmo: quem abrir vê a versão atualizada, sem reenviar nada. Custa 29,99 EUR por convite, pagamento único e sem subscrição, inclui até 6 fotos, música e perguntas de confirmação configuráveis. Podes experimentar grátis antes de pagar.



