Casamentos
Convites de casamento com plantação de árvore: o que contar
Uma oliveira, um nome e uma semana: é assim que a plantação entra no convite. Sem selo verde nem sermão, com confirmações que também contam árvores.
Send The Joy · 7 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Uma mesa comprida no meio do terreno. Em cima dela, uma oliveira pequena ainda no vaso e uma pá encostada à parede. Os convidados chegam, olham para o vaso e perguntam: é esta que fica? Convites de casamento com plantação de árvore fazem isto: dão hora e lugar a uma ideia. Se a árvore só existir na vossa cabeça, ninguém a vê, por muito verde que tenha o convite.
O que segura a ideia não é a palavra sustentável. É saberem a espécie, quem a põe no chão e em que semana. Com esses três dados, a plantação deixa de ser intenção e passa a plano — e cabe numa linha do convite.
A plantação de árvore não é um slogan, é uma cena
Reservem um bloco só para o gesto. Rótulo curto, do tipo Raiz e Promessa, os nomes, a data e uma frase de poucas palavras: uma oliveira por cada mesa que se compõe. Um selo verde no canto não diz nada disto. Assim, o convidado percebe logo que a história tem dono, data e local.
- A espécie e o nome da árvore: uma oliveira, não uma árvore.
- Quem a planta e em que semana: o avô, na primeira semana de março.
- O local exato, com mapa dentro do próprio convite.
- Uma frase de uma linha que explique o gesto sem sermão.
Onde é que a árvore vive dentro do convite
Ponham o bloco depois do lugar e antes do jantar. Nessa altura o convidado já sabe para onde vai e lê a plantação como parte do dia, não como anúncio à parte. Se a frase aparecer no fim, junto às indicações de estacionamento, ninguém lhe dá atenção.
Usem uma fotografia do próprio terreno: o vaso, a enxada encostada à vedação, a primeira cova aberta. Um bosque genérico desliga tudo. A frase vai no campo da frase, sem parágrafo comprido — o contador de caracteres serve exatamente para não cortar a linha onde ela é lida, no telefone.

Uma plantação conta-se com uma espécie, um nome e uma semana. O resto é adjetivo.
Como contá-lo sem parecer um casamento ecológico
Em vez de celebração sustentável, escrevam casamos a 14 de junho e plantamos a 15. Uma data concreta faz mais do que qualquer adjetivo. Digam também o que não há: sem envelopes a preencher nem cópias a distribuir. Se alguém quiser uma folha para emoldurar, dá-se em mão. E se a árvore for por convidado confirmado, digam-no no mesmo bloco onde pedem a confirmação.
A confirmação que também rega a árvore
Configurem as perguntas da confirmação com o que precisam mesmo: se vem, quantos são e se ficam para o almoço do dia do plantio. As confirmações chegam numa lista ordenada, dentro do próprio convite, sem andar a juntar mensagens de três conversas. Se o número de mesas ou a hora mudar, o link é o mesmo e todos veem a versão atualizada.
Uma cópia impressa faz sentido só para quem a vai guardar: a avó sem telefone, a moldura do corredor. Para o resto, o link faz o trabalho.
Antes de escolherem a árvore, decidam como a vão contar. Uma cena clara vale mais do que dez adjetivos verdes. Têm até seis fotografias para usar, música e as perguntas de confirmação que precisarem. Com um convite digital da Send The Joy (29,99 EUR, pagamento único) montam esta cena hoje e mudam-na quando o vaso já estiver na terra.



