Casamentos
Convites de casamento multilingues: um idioma por convidado
Numa mesa com convidados de três idiomas, cada versão do convite pode soar a vocês e não a um aviso oficial. Aqui está como escrever cada uma.
Send The Joy · 7 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Pensa na mesa 7. A tua tia que vem de Cádis, o primo que vive em Berlim há vinte anos e a família dele em Lyon. Se cada um receber o convite num idioma que não domina, vais acabar a responder ao básico pelo WhatsApp: a que horas é, onde fica, o que visto.
Um casamento internacional não precisa de três papéis diferentes. Precisa de três textos escritos com cuidado, cada um a soar a vocês e não a um aviso oficial.
Convites de casamento multilingues: o idioma escolhe-se por convidado, não por país
Decide o idioma pessoa a pessoa, não pela morada. Um convite de casamento em dois idiomas não se organiza por países: há quem viva duas décadas na Alemanha e continue a ler em português com muito mais à vontade, sobretudo quando tem de perceber uma hora e uma morada.
- Nomes, data e hora escritos da mesma forma em todas as versões, pela mesma ordem.
- Uma frase de boas-vindas própria em cada idioma, não uma tradução palavra a palavra.
- A morada no idioma local, com o nome exato da rua e o número.
- O código de vestimenta com um exemplo concreto: «fato escuro», «vestido longo», «sem gravata».
Traduzir não é preencher um formulário
Troca «Comunica-se aos convidados que a cerimónia terá início às 18h30» por «Casamo-nos às 18h30 e queremos-te lá». A informação é a mesma. O tom é que muda.
Traduzir um convite de casamento não é passar o texto por uma máquina. Traduz a frase, não a estrutura: um decalque literal nota-se logo. É melhor uma linha curta e natural em cada idioma do que uma frase longa, perfeita em português e desengonçada em italiano. E deixa os nomes próprios e o nome do sítio tal como são, com uma linha que situe quem não conhece a cidade: «a 15 minutos do centro, junto ao rio».

Um convite multilingue não é o mesmo texto em três folhas: são três frases escritas a pensar em quem as vai ler.
Há três dados que não se traduzem nunca
A hora, em primeiro lugar: se escreves 18h30, é 18h30 em todas as versões. Meia hora mal convertida dá um convidado a chegar quando já estais no arco de promessas. O código de vestimenta também não quer dizer o mesmo em toda a parte: «etiqueta» e «black tie» não são exatamente a mesma coisa, por isso acrescenta um exemplo concreto. E a morada fica no idioma local, com o nome exato da rua. É essa versão que o motorista vai ler.
Um link, e o RSVP deixa de ser um quebra-cabeças
O link é o mesmo para todos. Quem abre no telemóvel, no tablet ou no computador não instala nada e confirma no próprio formulário do convite. As respostas chegam dentro do convite, numa lista organizada, e as perguntas configuram-se como quiserem, sem andar a pedir confirmações pelo WhatsApp. Se três semanas antes mudarem a hora, o mapa ou a frase, também não há envelopes para reenviar: o link continua a ser o mesmo e os convidados veem a versão atualizada.
Antes de comprar, podes experimentar o design e editar a capa grátis — a dúvida do idioma resolve-se a escrever, não a imaginar. Se alguém quiser uma cópia na mão, a combinação sensata é o link para todos e umas quantas cópias impressas para quem as vá guardar. Quando tudo encaixar, publica-se com um botão.



