Casamentos
Convites de casamento com lista de presentes QR: 5 erros
O QR da etiqueta abre o convite, não a conta bancária. Cinco erros que se veem à mesa e se corrigem antes de mandar imprimir oitenta etiquetas.
Send The Joy · 2 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

As etiquetas chegam da gráfica numa caixa. Ficam ao lado do prato, sobre o guardanapo de linho, com dois nomes, uma data e um código quadrado. É a parte prática dos convites de casamento com lista de presentes QR — e metade dos convidados não sabe o que o código abre. A meio do jantar alguém pergunta: «e a lista de presentes?». Vocês respondem com um link. Vinte minutos depois, outra pessoa faz a mesma pergunta.
Um QR bem colocado resolve isto numa linha. Um QR mal colocado cria outro problema: quem o abre aterra num botão de pagar e fecha logo. Estes cinco erros veem-se à mesa e corrigem-se antes de mandar imprimir oitenta etiquetas.
Convites de casamento com lista de presentes QR: o que o código abre
Se a primeira coisa que aparece ao apontar o telefone é um IBAN ou um botão de pagar, o convidado lê «é aqui para pagar» e fecha. O QR da etiqueta abre o convite: nomes, data, lugar, mapa e confirmação. A lista de presentes fala-se depois, noutro sítio, quando ele já decidiu olhar.
- Peçam a alguém que não organiza o casamento para apontar o telefone à etiqueta. Se demora a abrir ou pede dados, há um passo a mais.
- Escrevam «Ver o convite e confirmar» em vez de «Ofereça aqui». A segunda frase transforma um detalhe num bilhete de entrada.
- Deixem margem branca à volta do código e imprimam-no escuro sobre fundo claro. Sobre papel creme com tinta dourada, a câmara não foca.
- Testem uma etiqueta solta na mesa da cozinha, com a luz que têm ao jantar. Se não abre à primeira, o código é pequeno.
A etiqueta sem nome não é uma etiqueta
Dois nomes e uma data bastam. Um código solto sobre a mesa é um papel anónimo: acaba no bolso do casaco e só reaparece quando alguém o encontra na gaveta errada. Se ninguém sabe de quem é, ninguém o guarda.
«Confirme antes do dia 12» dá uma instrução clara. «Mais informações» não diz nada e é ignorado. Se a etiqueta viaja dentro do convite e não ao lado do pão, o convidado guarda-a com o resto — e na véspera já sabe a que horas é a cerimónia.

A etiqueta abre a porta da festa, não a porta da caixa.
Um código pequeno é um código que não existe
Um código mais pequeno do que uma unha obriga o convidado a procurar o enquadramento, e a maioria desiste. Deem-lhe ar branco à volta e contraste a sério: escuro sobre claro. Sobre papel texturado ou tinta metálica, nenhuma câmara foca bem.
O que não se corrige depois de imprimir
Mudar a hora da cerimónia com oitenta etiquetas já impressas significa reimprimir tudo ou avisar convidado a convidado. Uma etiqueta de papel não se edita; o que está do outro lado do código, se for uma página, edita-se quando quiserem — a hora, o mapa, o código de vestimenta — e o link continua o mesmo. Ninguém reenvia nada. E o presente menciona-se uma vez, com calma: «a vossa presença é o presente; se quiserem, a lista está aqui». Antes de encomendar as etiquetas, façam o teste com dois telefones que não sejam o vosso. Esse minuto decide se o código abre o convite ou se parece um terminal de pagamento.



