Casamentos
Convites de casamento para convidados com mobilidade reduzida
Uma lista clara do que os convidados precisam de saber: entrada sem degraus, casa de banho adaptada, horários, contacto e um RSVP que se responde em dois toques.
Send The Joy · 3 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

A sua tia abre o convite no smartphone mais antigo da casa. Está na rua, com sol, e o brilho do telefone a meio. Se ela não encontrar a hora depressa, pouco importa se o salão tem escadas ou não: a informação perdeu-se antes de chegar à porta. Convites de casamento para convidados com mobilidade reduzida começam aí, no telefone dela.
Um link aumenta com dois dedos. Uma carta impressa não. É essa a diferença que conta: a mesma festa, mas com a informação pronta a crescer, a mudar e a ser lida em voz alta. Não se trata de um design bonito numa imagem. Trata-se de quem consegue ou não lá chegar.
A acessibilidade começa no link, não na rampa
Abram o convite no smartphone mais antigo de casa, com o brilho a meio e à luz do dia. Se precisarem de zoom para encontrar a hora, esse texto ainda tem gordura a mais. Uma fotografia do salão não diz se há degraus, nem onde fica a casa de banho adaptada, nem se o estacionamento é à porta ou a duzentos metros. Isso é texto. E o texto de uma página cresce com dois dedos; um sobrescrito impresso fica do tamanho que ficou.
- Por onde se entra sem degraus e a que distância fica o estacionamento.
- Se há elevador até à sala e em que piso está a casa de banho adaptada.
- O que acontece entre a cerimónia e o jantar: é no mesmo edifício ou há deslocação.
- Um nome e um telefone para dúvidas antes do dia, e a que horas se volta para casa com luz.
Menos palavras, letra maior
No editor, um contador de caracteres avisa quando o texto se estica. É um bom travão. “Cerimónia, 12h30” lê-se de um relance; “a cerimónia terá início às doze e meia da tarde” obriga a voltar ao princípio. Cada informação tem o seu campo — rótulo, nomes, data, frase e lugar — e isso ajuda a não misturar tudo no mesmo bloco.
A frase que comove e o dado que resolve vivem separados. “Casa cheia como no dia em que nos conhecemos” é frase. “Entrada sem degraus pela porta lateral, junto ao estacionamento” é lugar. Se juntarem as duas, quem só quer saber a hora tem de ler o parágrafo todo para a encontrar. Separem: a frase comove, o dado resolve.

Um convite funciona quando o convidado chega à festa sem ter de perguntar nada a ninguém.
Mudar de sala não custa 120 envelopes
O restaurante passa o jantar para a sala de baixo porque em cima só há escadas. Mudam o texto do lugar, guardam, e o link continua a ser o mesmo. Ninguém recebe uma segunda mensagem e ninguém tem de reimprimir nada. Vale para a hora, o mapa, o código de vestimenta ou a frase final: quem abrir o convite vê a versão de hoje.
Convites de casamento para convidados com mobilidade reduzida: o que confirmar
Há sempre alguém que quer o papel para o álbum. A combinação que funciona é simples: link para todos e umas poucas cópias impressas para quem as vai guardar. Digam isso quando enviarem. Para abrir o convite basta um smartphone, um tablet ou um computador com ligação — abre em qualquer navegador, sem descarregar nada. E se um tio não olha para o telefone, um SMS curto com o link ou um QR no papel resolve mais do que vinte mensagens no grupo da família. A festa já é acessível na vossa cabeça. Façam com que o link também seja.



