Casamentos
Convites de casamento: cerimónia de unidade em 40 segundos
A cerimónia de unidade não se explica no texto do convite: mostra-se num vídeo de 40 segundos. Aqui tens o que dizer, onde colocar e o que sobra.
Send The Joy · 8 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Estás a escrever o convite de casamento e chegas à parte da cerimónia. Escreves «cerimónia de unidade», pões as 18h30 e paras. Quem abre o link não sabe o que vai acontecer ali, e se tentares explicar por escrito, o convite fica com ar de folheto de instruções. A tia pergunta se é uma coisa religiosa. O primo assume que é o momento dos votos.
Não precisas de explicar o ritual no texto. Precisas de dizer onde é e a que horas, e de mostrar em quarenta segundos o que vai acontecer ao pé da oliveira.
A cerimónia de unidade cabe em três objetos
Em quase todas as cerimónias de unidade aparecem os mesmos elementos. Reconhecê-los ajuda-te a decidir o que vale a pena mostrar no convite e o que fica só para quem estiver lá.
- Areia de duas cores que se verte para o mesmo frasco: duas histórias e um único recipiente, que fica em casa depois da boda.
- Duas velas já acesas que acendem uma terceira, a que ninguém apaga até ao fim da festa.
- Uma fita ou uma corda atada à volta das mãos, enquanto alguém fala em voz alta.
- Quem lê o texto: sem essa voz, a areia e as velas ficam sem sentido para quem só está a ver.
O vídeo de quarenta segundos faz o trabalho do parágrafo
No convite escreves só «Cerimónia de unidade, 18h30, junto à oliveira». A explicação inteira vai num vídeo de quarenta segundos que o convidado abre quando quiser.
Grava com o telemóvel: as mãos, a areia, a vela acesa, a fita. Sem voz em off e sem legendas compridas. Se precisares de subtítulos para se perceber o plano, o plano não foi bem escolhido. Quarenta segundos é o tempo que o convidado leva a decidir se guarda o telemóvel ou se volta ao menu do jantar.

A cerimónia de unidade não se explica no texto do convite: mostra-se em quarenta segundos e diz-se em três linhas.
Onde fica cada coisa no convite digital
O rótulo «Cerimónia de unidade» fica logo abaixo da hora, no mesmo bloco que «Jantar longo» ou «Última dança». Assim o convidado vê a ordem do dia de uma olhada. O vídeo vai ligado à cena que abre a cerimónia, não enterrado no fim, depois do mapa e do dress code.
Três frases que sobram no convite
«De seguida procederemos à cerimónia de unidade»: ninguém fala assim. Escreve o nome do ritual e a hora, nada mais. O parágrafo que explica o significado quando já há um vídeo de quarenta segundos repete-se e alonga a leitura no telemóvel. E o aviso de «tragam lenços» não ajuda: melhor um dado útil, como «cerimónia ao ar livre, às 18h30, calçado baixo».
Se quiseres uma imagem própria, guarda uma foto da areia ou das velas como foto decorativa. Para a capa, escolhe antes uma em que apareçam os dois a olhar para o mesmo lado.
Podes experimentar tudo isto sem pagar: edita a capa no modo de teste e vê como fica a cena da cerimónia com os vossos nomes, a vossa hora e o vosso vídeo. Quando tiveres o vídeo gravado, acrescenta-o à cena certa e publica. Se entretanto mudar o lugar, editas e o link continua o mesmo.



