Casamentos
Convites de casamento e alergias alimentares: o que escrever
Dizer quem tem alergias e o que vai comer não estraga o convite. Formas práticas de escrever o aviso sem transformar a capa do convite num folheto médico.
Send The Joy · 6 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

A Marta e o Luís fecharam o menu em maio: entrada de tomate com burrata, arroz caldoso, fruta da estação. Só depois se lembraram das restrições. Dois celíacos, uma intolerante à lactose, três vegetarianos e uma prima que não pode tocar em frutos secos. Doze convidados, seis avisos diferentes e nenhum lugar no convite onde os escrever.
Não se resolve com uma linha escondida no verso nem com uma mensagem no grupo geral, onde se perde em duas horas. Em convites de casamento com alergias, isto trata-se com três coisas: um contacto com nome, um prazo e um lugar onde caiba o texto todo.
Alergias nos convites de casamento: o aviso vem primeiro
A primeira decisão não é a fonte nem a cor. É o que o convidado faz se tem uma restrição. Se há menu fechado, o convite tem de dizer como avisar e até quando. Sem isso, o catering cozinha às cegas e alguém fica a olhar para o prato.
- Uma linha com nome e contacto: «Alergias e intolerâncias: avisa a Marta, 600 000 000, antes de 1 de junho.»
- Uma data-limite clara, combinada com o catering. Avisar um dia antes é tarde: quem cozinha precisa de comprar e preparar com tempo.
- O nome de uma pessoa real, não «a organização». «Para alergias, fala com o Luís, padrinho» evita mensagens cruzadas.
- Se o jantar é buffet, escreve «Consultem os alergénios no menu» em vez de listar quatro categorias na capa.
Uma cena à parte salva o design
Na capa ficam os nomes, a data e o local. O aviso das alergias vive numa cena própria, depois da cena do jantar e com o mesmo estilo do resto do convite. No editor, essa cena pode chamar-se «Menu e alergias» e levar o texto que vocês querem publicar, sem mexer no resto.
Se quiserem papel para os avós, imprimam só as cópias que vão ser guardadas e ponham o mesmo QR ou o mesmo endereço no cartão de mesa. O que está no papel aponta para a versão atualizada do convite.
Erros que estragam a etiqueta e o design
Não ponham ícones de glúten ou de frutos secos na capa: competem com os nomes e parecem um folheto de farmácia. Não deem uma cor a cada alergia no plano de mesas: isso expõe a pessoa em vez de a proteger. E não deixem estas indicações só no grupo de WhatsApp — em duas horas ninguém as encontra.

O menu adaptado escreve-se no convite, com nome e prazo: quem tem uma restrição não devia ter de perguntar a ninguém.
O texto exacto: prato, não etiqueta
Em vez de «Alguém tem alergias?», escrevam «Quem for alérgico a frutos secos ou celíaco avisa a [contacto] antes de 1 de junho». Escrevam pratos reais: «Menu sem glúten: tomate com burrata, arroz caldoso, fruta» poupa a pergunta e a vergonha de a fazer à mesa. E separem alergias de preferências: «Vegetarianos e veganos: digam ao mesmo contacto e o catering adapta o prato.» A seguir, escolham um design, abram a cena do menu e deixem o resto do convite com o ar que vocês quiseram.



