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Convites de bodas de marfim: 14 anos sem parecer plástico
O marfim não falha pela cor, falha pelo acabamento. As regras de etiqueta para um convite de 14 anos de casamento e como ele fica no ecrã de um telemóvel.
Send The Joy · 6 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Faltam três semanas para os vossos 14 anos de casamento e o convite de bodas de marfim que anda no grupo da família é uma imagem esticada, com o tom amarelado e o nome cortado na borda. Ninguém se queixa. Respondem todos com um emoji de coração. Só que, quando abrem o mesmo convite num telemóvel com o brilho no máximo, o marfim quente vira branco azulado e a mesa posta parece uma montra.
O problema raramente é a cor. É o acabamento: tipografia a mais, texto colado ao topo, fotografia esticada. Para um convite que celebre 14 anos de casamento bastam meia dúzia de decisões certas, e nenhuma delas é complicada.
Convites de bodas de marfim: o marfim não é um branco sujo
O marfim não é um branco que ficou velho. É uma escolha com temperatura. Antes de escolheres a tipografia, decide se queres um marfim quente, com um toque de amarelo, ou um marfim frio, mais cinzento. O quente aguenta melhor um jantar dentro de casa, com luz de lâmpada. O frio fica bem num almoço ao meio-dia, com o mar à frente.
- Define a temperatura do marfim antes de escolheres a tipografia: quente para um jantar à noite, frio para um almoço à luz do dia.
- Nunca uses branco puro no ecrã: num telemóvel com o brilho alto fica azulado e o marfim desaparece.
- Fecha a paleta em dois tons próximos, marfim e champanhe, e deixa o terceiro tom para a fotografia: a toalha, um ramo seco, a mesa posta.
- Antes de publicar, abre o convite em dois telemóveis diferentes, um com o brilho alto e outro baixo.
A etiqueta começa na primeira linha
Se assinam os dois, escrevem os dois nomes e só o apelido de quem convida. Num aniversário de casamento, o habitual é “Ana e Luís celebram 14 anos”, não uma lista de apelidos como num casamento.
O número escreve-se uma vez e bem: “XIV aniversário” ou “14 anos de casamento”. Misturar rótulos em inglês com o resto em português quebra a elegância mais depressa do que qualquer cor. E o código de vestimenta pede uma palavra real: “gala” é traje escuro e vestido comprido; se quiseres algo mais leve, escreve “formal” ou “cocktail”. “Elegante”, sozinho, não diz a ninguém o que vestir.

Um convite de marfim não falha pela cor. Falha pelo acabamento: uma tipografia a mais, um texto colado à borda, uma fotografia esticada.
O que faz um convite parecer de plástico
Uma serifada para os nomes e a data; no máximo, uma sem serifa para a hora, o lugar e o mapa. Três tipografias na mesma cena é o que mais barateia o resultado. Deixa ar à volta do nome: um rótulo colado à borda superior parece uma faixa de desconto, não um convite de aniversário. E uma única fotografia de capa, bem enquadrada — as fotos encaixam-se sozinhas no lugar, e uma imagem esticada nota-se mais do que qualquer erro de cor.
Um link para todos, e não uma cadeia de mensagens
O convite é uma página web, não um PDF nem uma imagem colada numa conversa. Se o jantar passa das 21h00 para as 21h30, edita a hora e os convidados veem a versão nova no mesmo link: não reenvias nada e ninguém te diz “eu tinha a outra hora”. As confirmações chegam dentro do convite, numa lista ordenada, e quem convidas não instala nada — abre o link no navegador, vê as fotos, ouve a música e responde em dois toques. Se alguém quiser guardar o convite em papel, sê honesto: é digital, não se imprime nem se envia. A combinação sensata é o link para todos e umas quantas cópias impressas, em papel de algodão com relevo, para os avós ou para o álbum. Antes de enviar, olha para o marfim no teu telemóvel, à luz do dia, com o brilho no máximo. Se estiver certo aí, está certo.
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