Aniversarios
Convites de aniversário anos 90: grunge e cassete
Duas cores, uma frase de atendedor de chamadas e uma cassete com dois lados: como montar um convite de aniversário anos 90 que não pareça uma fantasia.
Send The Joy · 5 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Faltam três semanas para o teu aniversário e já decidiste: este ano a festa é de anos 90. Abres o editor, escreves «Festa de aniversário», escolhes um tipo de letra giro e o convite fica com o mesmo ar do ano passado. O tema não está no nome da festa. Está nas cores, na tipografia e na piada que os convidados vão repetir a noite toda, depois do segundo copo.
Um convite de aniversário anos 90 funciona quando obedece a duas ou três regras simples: duas cores, uma tipografia, uma frase que se repete. E funciona ainda melhor em digital, porque a confirmação viaja dentro do próprio convite, em vez de andar perdida num caderno ou num grupo de WhatsApp com quarenta pessoas.
O código dos anos 90 começa nas cores
Antes de escolheres o desenho, decide a paleta e a textura. Duas cores fortes, repetidas até ao fim, uma tipografia grande e condensada, e um fundo que pareça fotocópia: grão, grelha de caderno, moldura de capa de cassete. Se cederes e juntar uma terceira cor, o convite muda de década e passa a parecer de 2008. Não é o fim do mundo, mas já não é 1995.
- Escolhe duas cores e repete-as do rótulo ao botão de confirmar: roxo elétrico com turquesa, ou verde ácido sobre preto.
- Troca o brilho por textura: fundo com grão, moldura tipo capa de cassete ou bordo de autocolante. É o que a fotocópia era em papel.
- Uma só tipografia, grande e condensada, como o rótulo de uma cassete VHS. Pixelizada, manuscrita e script na mesma página é o atalho mais rápido para parecer fantasia.
- Leva a mesma cor ao botão de confirmação: quem abre o link no telemóvel tem de reconhecer a festa à primeira vista.
Uma cassete tem dois lados: usa isso como estrutura
Divide o convite em Lado A e Lado B. No Lado A fica o essencial: quem faz anos, quando e onde. O Lado B é para a música, a mesa e o código de vestuário, numa linha só: fato de treino, ténis gastos e óculos de sol comprados numa bomba de gasolina. Datas e roupa na mesma frase resolvem metade das perguntas antes de alguém as fazer. Se fizeres pins ou t-shirts, copia o rótulo escrito à caneta: «Anos da Marta, verão de 95, para rebentar a sala de casa».
Ao confirmar, pede uma música a cada convidado. É a versão digital de gravar uma cassete para alguém: a lista monta-se com o que cada um traz, e a música toca assim que alguém abre o link, no autocarro ou na fila do supermercado. O convite aceita até 6 fotos: põe a digitalizada do álbum de 95 como capa e troca-a mais tarde, se quiseres. Para a frase de capa, rouba o atendedor de chamadas: «Estás no aniversário da Marta, deixa a tua mensagem depois do sinal.» Muito melhor do que um «Contamos contigo».

Duas cores, uma frase de atendedor de chamadas e uma música. É tudo o que uma festa de 1995 precisa para caber num link.
Da chamada para casa à confirmação dentro do convite
Em 1995 confirmavas a ligar para casa e alguém apontava os nomes num caderno. Hoje deixas duas ou três perguntas — vens?, trazes algo para petiscar?, que música pedes? — e a lista ordena-se sozinha dentro do convite, sem perseguições por WhatsApp. Se a festa passar da sala para o terraço, editas a hora e o sítio e o link continua o mesmo: quem já o tinha vê a versão nova, sem reenviar nada. Para quem guarda coisas numa gaveta, imprime umas quantas cópias com QR. O link vai para todos; o papel, só para quem o vai conservar. Escolhe o desenho, testa a capa de graça e, por 29,99 EUR num pagamento único, desbloqueias todas as cenas, a música e as confirmações.



