Halloween
Convite digital: etiqueta num jantar de lobisomens
Convite digital para o jantar de lobisomens numa quinta: o que escrever no dress code, a hora a que a mesa se senta e o lugar do acompanhante. 29,99 EUR, pagamento único
Send The Joy · 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Faltam duas semanas para a lua cheia e o grupo já tem três opiniões diferentes sobre o que se veste num jantar de lobisomens. Um diz que vai de camisa preta, outro quer levar uma máscara de peluche e alguém pergunta se pode aparecer de gorro. Isto resolve-se num sítio só, e não é no chat: um convite digital com o dress code escrito, a hora a que a mesa se senta e o lugar do acompanhante. Podes criá-lo e enviá-lo hoje — escolhes um design do catálogo, escreves os teus textos e pões a foto do portão da quinta.
Não precisas de uma página de instruções. Precisas de três linhas — o que vestir, a que horas se come, quem entra — e de um link que todos abrem no telemóvel, sem instalar nada.
Etiqueta do jantar de lobisomens numa quinta e o convite digital
O código de vestuário é a primeira coisa que todos vão ler e a que gera mais perguntas. Escreve uma instrução, não um poema: «preto de cima a baixo, com um único detalhe que uive» diz mais do que três linhas sobre texturas e épocas. Alguém vai perguntar se pode ir de fato completo; essa resposta tem de estar escrita, não guardada para o dia. E diz também o que não queres ver, sem soar a regulamento.
- Preto total, com um detalhe prateado ou um alfinete de lobo na lapela.
- Sem presas de plástico em cima da mesa e sem luvas peludas a segurar o copo.
- Salto ou bota, mas que aguente a gravilha do pátio e a erva molhada da meia-noite.
- Se houver máscara, tira-se à mesa: queres ver a cara de quem brinda.
Como escrever a hora da mesa e o lugar do acompanhante
Separa duas horas e escreve as duas: «19:30 abre-se o portão e serve-se o primeiro copo; 20:30 sentamo-nos». Assim ninguém aparece a meio do primeiro prato. Se alguém se atrasar, resolve com humor em vez de ameaça: «às 21:00 o lobo fecha a porta da sala de jantar», e deixa claro que a entrada continua a funcionar. Numa mesa sentada, a pontualidade faz parte do dress code.
O acompanhante decide-se antes de alguém responder. Usa uma fórmula explícita — «convite válido para duas pessoas» ou «um lugar por convidado» — e não deixes cada um interpretar o convite à sua maneira. Se aceitas acompanhantes, pede o nome ao confirmar: «escreve o nome de quem vem contigo, precisamos dele para a mesa». Fecha com uma data que se lê: «até 24 de outubro; depois a quinta fecha a lista».

Se uma linha da etiqueta muda — a hora, o dress code, o número de lugares — mudas no link e ninguém tem de reenviar nada.
O que a etiqueta não deve ter (e o que o link resolve)
Nada de direções a meio: o nome exato da quinta, a estrada e a hora da última entrada — não «mando-te a localização por mensagem». Nada de sustos a sério: se há alguém caracterizado entre as sebes, escreve-o numa linha, porque o susto começa na informação. E nada de menus inventados nem «traz o que quiseres»: o jantar aguenta-se com uma hora, um sítio e um número de pessoas. É aí que os convites digitais ganham. As confirmações chegam dentro do próprio convite, numa lista ordenada, com as perguntas que configuraste. Mudas a hora ou o código de vestuário e o link é o mesmo. Partilhas por link, QR ou mensagem, sem app para os convidados, com até seis fotos tuas e a possibilidade de escrever a versão em francês para quem só lê francês. Decide agora as três linhas que importam — dress code, hora da mesa, acompanhante — e cria o teu convite no catálogo. A noite começa muito antes do portão.



