Casamentos
Convite de casamento: dados privados fora do link
A tua rua, o teu número pessoal e o IBAN não têm de estar no link do casamento. Vê o que deixar de fora e como pedir confirmações sem expor nada.
Send The Joy · 5 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

É quinta-feira à noite e o link do convite já andou mais do que tu. A tua prima colou-o no grupo do escritório, a tua mãe mandou-o à vizinha do lado e alguém imprimiu o código QR e deixou-o em cima do balcão do café da esquina. A página continua a abrir. E lá dentro continua também a rua onde vives, o teu número de telefone e mais um par de coisas que não precisavam de ter saído de casa.
Um convite digital é uma página, e uma página não tem porta: quem tem o link entra, sem bater. Por isso a pergunta certa não é "a quem é que eu mandei isto?", mas "o que é que eu quero que leia qualquer pessoa que abra isto?". Aqui fica o que deixar de fora, como pedir as confirmações sem expor nada e o que fazer quando algo muda depois de o link já ter circulado.
Dados privados no convite de casamento: o link não tem porta
Um link reenvia-se em dois toques. Isso é ótimo quando o que muda é a hora da cerimónia, e um problema quando a página leva lá dentro coisas que só dizem respeito a ti e à pessoa com quem te casas. O código QR que deixas em cima do balcão aponta para o mesmo sítio que o link: qualquer pessoa com o telefone apontado entra sem que saibas. Desenha a página como se a fosse ler um desconhecido. Se te incomodava que o teu vizinho visse aquilo, esse dado não entra.
- A rua exata de casa. Para o "como chegar" bastam o nome do espaço, a cidade e o mapa, mesmo que a festa de depois seja em casa.
- O teu número de telefone e o da pessoa com quem te casas, só para receber as confirmações.
- Número de conta ou IBAN. Quem perguntar pelo presente recebe a resposta um a um, por mensagem privada, nunca numa página que se reenvia sozinha.
- Documentos de identidade, códigos de acesso a portais e listas com nome e telefone de outros convidados.
Ao formulário, pede só o que vais usar
Com "vais?", quantas pessoas vêm e um nome, tens o suficiente para arrumar as mesas e contar os pratos. As perguntas do formulário de confirmação configuram-se no editor, e as respostas chegam dentro da própria página, numa lista ordenada. Não andas a repetir a mesma pergunta por mensagem a quem ainda não respondeu.
O que é mais delicado — uma alergia, uma cama para um bebé, quem tem de sair mais cedo — pergunta-se por mensagem direta a essa pessoa, não num formulário que fica aberto a quem tenha o link. Antes de publicar, passa os olhos por cada campo: se não o vais usar no dia do evento, apaga-o. Cada pergunta a mais é um dado a mais a viajar.

O que não está publicado não se reenvia e não se corrige à pressa.
Corrigir a tempo, sem reenviar nada
Se muda a hora, o lugar, o mapa ou o código de vestimenta, editas e o link continua a ser o mesmo: quem já o tem vê a versão atualizada, sem reimprimir nem avisar ninguém. Isso também te protege: se vês que algo não devia estar publicado, tiras e deixa de estar visível no momento. Uma cópia guardada no telefone de um convidado fica congelada com tudo lá dentro; uma página própria pode ser corrigida sempre. Se alguém da família quiser papel, a solução sensata é combinar: link para todos e umas quantas cópias impressas para quem as vá guardar de recordação. Deixa no convite apenas o que queres que leia quem receber o link, e passa o resto para a conversa privada. Podes desenhar no modo de teste, sem pagar, e publicar por 29,99 EUR — pagamento único — quando tiveres claro o que mostrar e o que guardar só para ti.



